Tirar das mãos o vermelho escuro do verniz, é deixá-las ensanguentadas, em carne viva, com uma fragilidade falsa de mãos ensanguentadas, mãos que não o estão, que estão sem condição alguma, só a de parecerem em sangue feitas.
Um auréola vermelha à volta das coisas. À volta dos olhos, uns olhos chorados, à volta das mãos, umas mãos suicidadas ou, como as minhas, falsamente feitas de sangue-verniz. A cabeça dos dedos vermelha. Não se volta atrás na pele. É esperar uma nova condição sã, sem sangue e sem brincadeiras.
Ensino-me a disfarçar estas mãos.
Acetona.
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